terça-feira, 9 de março de 2010

Sexta-Feira ou Vida Selvagem, de Michel Crosué

Obra: SEXTA-FEIRA OU A VIDA SELVAGEM
Autor: Michel Tournier

RESUMO
Ao fim da tarde de 29 de Setembro de 1759, Robinson partiu para a América do Sul mas
pelo caminho encontrou uma violenta tempestade. Com tamanho reboliço o nosso herói só se lembrava de num momento: estar aos trambolhões no navio e, logo de seguida ,encontrar-se deitado com o rosto enterrado na areia.

Descobriu finalmente que tinha ido dar a uma ilha que aparentava estar deserta. Aí
encontrou uma floresta muito densa e que era muito difícil de transpor.
Seguindo a sua exploração da ilha acabou por descobrir um ananás selvagem, cortou-o com o seu canivete e comeu-o. Cansado de andar deslizou para debaixo de uma pedra e adormeceu.


No dia seguinte, ao despertar com os primeiros raios de sol e, voltando pelo mesmo
caminho que tinha trilhado no dia anterior.

Robinson alimentava-se de marisco, raízes de plantas, côcos, bagas, ovos de pássaros e de tartarugas.

Passado algum tempo decidiu construir uma jangada. Ele pensou que ela o poderia ajudar a sair dali. Para facilitar a navegação só necessitava de uma vara que o ajudaria a deslocar-se e a chegar facilmente às costas do Chile.
Para construir o seu meio de transporte, aproveitou os destroços do Virgínia (o desgraçado do barco que a tempestade destruíra). Nele encontrou caixas cheias de biscoitos e carne seca que
comeu até não poder mais. Encontrou, também, garrafões de vinho e de licor. Mas, desta vez não aproveitou o presente pois lembrou-se que nunca pudera tocar em álcool. Nas suas buscas encontrou, ainda pólvora negra

No dia seguinte, Robinson construiu uma embarcação que baptizou com o nome de Evasão,
mas não a conseguiu pôr no mar.

Passado algum tempo, Robinson avistou, ao longe, um barco onde conseguiu identificar a sua irmã Lucy.Ou pelo menos pensava que se tratava da sua irmã. Na verdade estava a delirar.

Robinson decidiu fazer o mapa da sua ilha a que iria dar o nome de Speranza, já que, de alguma forma, ele tinha ainda muita esperança no que o futuro lhe reservava.

Como precisava de saber as horas e os meses do ano, decidiu fazer um relógio e um calendário.

No dia seguinte, encontrou o seu cão chamado Tenn que não via há muito tempo. Andava a vaguear pela ilha e ele ainda não lhe tinha posto os olhos em cima.
Robinson decidiu construir uma habitação para ele e para Tenn e, de seguida, criou as leis da sua própria ilha e escreveu-as num livro que o mar se encarregou apagar as letras.

Dedicou-se também à agricultura e ao cultivo dos cereais. Porém deparou-se com um novo problema: os ratos. Para acabar com essa praga, teve uma ideia: deixou uns grãos de trigo espalhados pelo chão e depois assistiu-se a uma batalha entre os ratos da ilha Speranza e os que viviam nos navios naufragados. Ganharam os roedores da ilha e ,assim, Robinson eliminou os ratos dos navios.

Robinson não parava de organizar e civilizar a sua ilha: cultivava nabos silvestres, aveia e luzerna.

Robinson serviu-se da gruta para armazenar os cereais.

Mas nem tudo corria maravilhosamente e o nosso herói voltou a cair na tentação da
preguiça. Escondia-se e passava os dias dentro da gruta a dormir.

Passados uns meses, Robinson encontrou um nativo ou índio a que deu o nome de Sexta-feira. Robinson fez do índio o seu criado pessoal.

Tudo corria bem na ilha, mas os três: Robinson, Sexta-feira e Tenn, não eram felizes.
Desde que o Sexta-feira apareceu, Robinson nada fazia para sair da sua gruta.
Apesar disso a vida corria dentro da normalidade. Mas as coisas não continuaram assim por tempo indeterminado.


Certo dia, estava Sexta-feira a fumar cachimbo e, sem querer, atirou-o para o lugar onde estava armazenada a pólvora. Foi um desastre enorme o que então aconteceu. Explodiu tudo: a fortaleza, o cedro e até o pobre Tenn.

Depois deste acidente Robinson voltou à sua vida normal, deixou de ser tão resmungão e deixou de fazer de Sexta-feira o seu escravo.

Um dia a ilha foi invadida por papagaios e Robinson aprendeu uma grande lição: “quanto mais falamos menos nos respeitamos”.

Passaram novamente alguns meses e desta vez é Sexta-feira que descobre uma cabrinha a que deu o nome de Anda.

Após alguns dias, novos acontecimentos. Ao longe aparece um barco que vinha buscar Sexta-feira e Robinson, mas o homem que naufragara e que queria ir até à costa do Chile, decide não partir naquele navio.
Robinson não quis ir, todavia sexta-feira partiu e consigo levou a cabrinha.

Mas não se pense que Robinson ficou sozinho na sua ilha. No navio havia um menino que era maltratado e que, por essa razão, pediu que o deixassem com Robinson em Speranza.

E assim foi. Robinson chamou-lhe Domingo e viveram os dois na bela ilha Speranza.

terça-feira, 2 de março de 2010

Considerações sobre "O Tesouro"

Na aula, estívemos a estudar o conto "O Tesouro", de Eça de Queirós, inserido na sua obra Os Contos.

É um conto muito interessante, do qual se pode tirar uma lição de moral:
Mais vale vivermos o dia-a-dia, sem muitos desejos e ganância, pois estes sentimentos só nos levam ao mal.

Os três irmãos quiseram ver qual deles era capaz de ficar com o tesouro só para si. Para tal, não olharam a meios:
-traições verbais;
-indignações;
-maus pensamentops e julgamento;
-ofensas;
-e mortes.

Será que para vivermos bem teremos que praticar aquilo que Rui, Guanes e Rostabal fizeram?

É evidente que não!

São as invejas e o desejo de chegar onde não se pode chegar que conduz a estas mal-criações.

Turma do CEF de Fotografia

Gepeto era um carpinteiro que vivia sozinho e sonhava em ter um filho. Um dia, ele decidiu fazer um boneco de madeira, que ganhou vida graças ao seu desejo.
- Serás o filho que eu não tive e vou chamar-te Pinóquio.
Nessa noite, uma Fada Madrinha visitou a oficina de Gepeto e ao tocar Pinóquio com a varinha mágica disse:


- Vou-te dar vida, boneco. Mas, deves ser sempre bom e honesto!
No dia seguinte, Gepeto notou que os seus desejos se tinham tornado realidade. Mandou Pinóquio à escola, acompanhado pelo grilo cantante Pepe.


Pelo caminho encontraram a D. Raposa e a D. Gata.
- Porque vais para a escola, se há por aí tantos lugares bem mais alegres? - Perguntou a Raposa.
- Não lhe dês ouvidos! - Avisou-o Pepe, o grilo. Mas Pinóquio, para quem tudo era novidade, acabou por dar ouvidos a D. Raposa e conheceu Strombóli, o dono de um teatrinho de marionetas.
- Comigo serás o artista mais famoso do mundo! - Sussurrou no ouvido de Pinóquio, o astucioso Strombóli.
Por sorte, o grilo Pepe correu a avisar a Fada Madrinha, que enviou uma borboleta mágica para salvar Pinóquio.

Quando se recompôs do susto, a borboleta perguntou-lhe aonde vivia.
- Não tenho casa. - Respondeu Pinóquio.
A borboleta voltou a fazer-lhe a mesma pergunta e ele voltou a dar-lhe a mesma resposta.
Mas, sempre que mentia, o nariz crescia-lhe mais um pouco, pelo que não conseguiu enganar a Borboleta Mágica.
- Não quero este nariz! - Soluçou Pinóquio.

O espectáculo começou.
Pinóquio foi a estrela, principalmente pelas suas asneiras, que causaram muitos risos. Os outros bonecos eram espertos, tinham prática, enquanto Pinóquio era trapalhão... Por isso triunfou!

No final do espectáculo Pinóquio quis ir embora, mas Strombóli tinha outros planos.
- Vou prender-te nesta jaula, boneco falante. Vales muito mais do que um diamante! o grilo Pepe correu a avisar a Fada Madrinha, que enviou uma borboleta mágica para Novamente lá estava Pepe para salvar Pinóquio.

Quando se recompôs do susto, a borboleta perguntou-lhe aonde vivia.


Não resistiu e lá foi com a Raposa.

Assim que entrou começaram a crescer-lhe as orelhas e a transformar-se em burro. Aflito, valeu-lhe o grilo Pele, que lhe disse:
- Anda, Pinóquio. Conheço uma porta secreta...! Não te queres transformar em burro, pois não? Levar-te-iam para um curral!
- Sim, vou contigo, meu amigo.

Ao chegarem a casa encontraram-na vazia. Souberam por uns marinheiros que Gepeto se tinha feito ao mar num bote. Como o grilo Pepe era muito esperto, ensinou Pinóquio a construir uma jangada. Dois dias mais tarde, quando navegavam já longe de terra, avistaram uma baleia.
- Essa baleia vem direita a nós! - gritou Pepe.
- É melhor saltarmos para a água!
Mas não se salvaram ... a baleia engoliu-os.

Entretanto, descobriram que no interior da barriga da baleia estava Gepeto, que tinha naufragado durante uma tempestade.
Depois de se terem abraçado, resolveram acender uma fogueira. A baleia espirrou e deitou-os para fora.
- Perdoa-me, papá - suplicou Pinóquio muito arrependido.

E a partir daí mostrou-se tão dedicado e bondoso que a Fada Madrinha, no dia do seu primeiro aniversário, transformou-o num menino de carne e osso ... num menino de verdade.
- Agora tenho um filho verdadeiro! - exclamou Gepeto radiante.

FIM

Só tu, puro amor, só tu...

“Acredito que a imaginação pode mais que o conhecimento.
Que o mito pode mais que a históriaQue os sonhos podem mais que a realidade.
Que a esperança vence sempre a experincia.
Que só o riso cura a tristeza.
E acredito que o amor pode mais que a morte.”


Também eu, Nelson Couto, acredito que o amor pode salvar toda a humanidade; já o ódio e a guerra destruirão o que no rodeia.


Pensem nisto e, depois, digam-me alguma coisa...

Nelson, nº13

Um dia na vida de Hans - Diário

Cidade Desconhecida,
Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2010

Querido Diário:
Hoje, tal como ontem, andei a passear pela cidade. Ainda não descobri como ela se chama e só sei que as pessoas falam uma língua que não compreendo nada. Para comunicar com elas uso as mãos.
Hoje, vi o lado Sul da cidade... Dizem que é o lugar mais maravilhoso da cidade, pois é onde mora um rico burguês, chamado William. É um homem simpático, que me convidou para entrar e tomar um chá. Ele tem uma grande casa, tão grande, tão grande que seria talvez dez...não talvez vinte... não, não, cinquenta vezes maior que a minha de Vig.
Ao sair dessa casa (pois o senhor William tinha que partir), fui mais uma vez espreitar as montras. Era belas, brilhantes e, no seu interior, havia loiça azul, doirada, roxa, vermelha, ... . O brilho do Sol fazia-as brilhar em todo o seu esplendor como a luz do luar que se reflectia nas águas do mar, calmo e sereno.
Agora, ao dirigir-me para aqui, dei-me com outro rapaz, também perdido nesta cidade. Chama-se Pedro e não sabia onde se deitar, por isso hoje vai dormir connosco, aqui.

Até amanhã, meu querido Diário.

Hans

Turma CEF de Fotografia

Defendamos a floresta!!!


A floresta tem muita importância, pois hoje em dia, devido à falta de espaços verdes, os animais perdem os seus habitats, as suas casas, acabando por ficar em vias de extinção.

Isso tem consequências desbastadoras, pois com a redução de espécies, há uma diminuição do número dos animais e das plantas. Tal é triste!

Por esses motivos, devemos preservar as florestas, mas sobretudo protegê-las como se fossem algo nosso, algo que nos pertence.

Podemos proteger a floresta com pequenos gestos, que, para a floresta, fazem uma grande diferença.

Pequenos gestos, como não deitar lixo para a mata, ter cuidado com as fogueiras que se fazem e muitos outros são indispensáveis, para protegermos a mata.

No nosso país, a floresta tem sido protegida, apesar dos incêndios que todos os anos queimam hectares de floresta, mas não é tão preservada quanto seria desejável, nem tão limpa quanto seria possível. O desejável seria ter uma floresta bonita, limpa e cuidada, onde o ar que respirássemos fosse um ar agradável, fresco e puro.

Bruno, nº4

O meu produtor Hip-Hop favorito

Barrako 27, nascido no Porto no ano de 67, é produtor e voz principal de hip-hop.
Regressou à sua cidade natal aos 16 ano, vindo da Alemanha. Na altura (1983), era um dos primeiros punks da cidade. Viajou por oito países da Europa, de mochila e saco-cama às costas. Várias vezes foi a França e aí nasceu o seu gosto pela rima e pelo hip-hop. Posteriormente tornou-se num dos primeiros skaters.

No regresso, surgiu então a possibilidade de pôr as suas ideias em campo. Entre PC emprestado e PC comprado, produções de qualidade, ensaios e concertos de apresentação, Barrako começa a ser muito conhecido no Porto e em Gaia, atraindo atenções devido a todo seu valor e esforço.

Em 2004, fez um projecto com 7 temas que se espalharam pelo país, conquistando adeptos da mensagem e do interesse pela revista Hip-Hop Nation.

Barrako 27 marca também a sua participação na compilação "Lado obscuro".

Bom, este é o meu produtor de Hip-Hop favorito.

Gilberto, nº9

História da cidade de Amarante



Amarante teve provavelmente a sua origem nos povos primitivos, que habitaram a serra da Aboboreira.
Esta nossa cidade só começou a adquirir importância e visibilidade após a chegada de São Gonçalo, nascido em Tagilde - Guimarães. Este fixou-se aqui, depois de peregrinar por Roma e Jerusalém. A este santo se atribui a construção da velha ponte sobre o Rio Tâmega.
Em 1763, ocorre a derrocada da velha Ponte de São Gonçalo, devido às cheias
do Rio Tâmega.

No início do Século XIX, Napoleão Bonaparte tenta invadir Portugal e sobre Amarante passaram também invasões francesas.
É também muito conhecido o heróico episódio da defesa da ponte de Amarante.

A enorme importância cultural dá-se nos inícios do Século XX, graças a amarantinos como Teixeira de Pascoaes (escritor) e Amadeo de Souza-Cardoso (pintor).

Amarante adquiriu estatuto de cidade a 8 de Julho de 1985, sendo esta também a data do seu feriado municipal.

Tiago Magalhães, nº16