Obra: SEXTA-FEIRA OU A VIDA SELVAGEM
Autor: Michel Tournier
RESUMO
Ao fim da tarde de 29 de Setembro de 1759, Robinson partiu para a América do Sul mas
pelo caminho encontrou uma violenta tempestade. Com tamanho reboliço o nosso herói só se lembrava de num momento: estar aos trambolhões no navio e, logo de seguida ,encontrar-se deitado com o rosto enterrado na areia.
Descobriu finalmente que tinha ido dar a uma ilha que aparentava estar deserta. Aí
encontrou uma floresta muito densa e que era muito difícil de transpor.
Seguindo a sua exploração da ilha acabou por descobrir um ananás selvagem, cortou-o com o seu canivete e comeu-o. Cansado de andar deslizou para debaixo de uma pedra e adormeceu.

No dia seguinte, ao despertar com os primeiros raios de sol e, voltando pelo mesmo
caminho que tinha trilhado no dia anterior.
Robinson alimentava-se de marisco, raízes de plantas, côcos, bagas, ovos de pássaros e de tartarugas.
Passado algum tempo decidiu construir uma jangada. Ele pensou que ela o poderia ajudar a sair dali. Para facilitar a navegação só necessitava de uma vara que o ajudaria a deslocar-se e a chegar facilmente às costas do Chile.
Para construir o seu meio de transporte, aproveitou os destroços do Virgínia (o desgraçado do barco que a tempestade destruíra). Nele encontrou caixas cheias de biscoitos e carne seca que
comeu até não poder mais. Encontrou, também, garrafões de vinho e de licor. Mas, desta vez não aproveitou o presente pois lembrou-se que nunca pudera tocar em álcool. Nas suas buscas encontrou, ainda pólvora negra
No dia seguinte, Robinson construiu uma embarcação que baptizou com o nome de Evasão,
mas não a conseguiu pôr no mar.
Passado algum tempo, Robinson avistou, ao longe, um barco onde conseguiu identificar a sua irmã Lucy.Ou pelo menos pensava que se tratava da sua irmã. Na verdade estava a delirar.
Robinson decidiu fazer o mapa da sua ilha a que iria dar o nome de Speranza, já que, de alguma forma, ele tinha ainda muita esperança no que o futuro lhe reservava.
Como precisava de saber as horas e os meses do ano, decidiu fazer um relógio e um calendário.
No dia seguinte, encontrou o seu cão chamado Tenn que não via há muito tempo. Andava a vaguear pela ilha e ele ainda não lhe tinha posto os olhos em cima.
Robinson decidiu construir uma habitação para ele e para Tenn e, de seguida, criou as leis da sua própria ilha e escreveu-as num livro que o mar se encarregou apagar as letras.
Dedicou-se também à agricultura e ao cultivo dos cereais. Porém deparou-se com um novo problema: os ratos. Para acabar com essa praga, teve uma ideia: deixou uns grãos de trigo espalhados pelo chão e depois assistiu-se a uma batalha entre os ratos da ilha Speranza e os que viviam nos navios naufragados. Ganharam os roedores da ilha e ,assim, Robinson eliminou os ratos dos navios.
Robinson não parava de organizar e civilizar a sua ilha: cultivava nabos silvestres, aveia e luzerna.
Robinson serviu-se da gruta para armazenar os cereais.
Mas nem tudo corria maravilhosamente e o nosso herói voltou a cair na tentação da
preguiça. Escondia-se e passava os dias dentro da gruta a dormir.
Passados uns meses, Robinson encontrou um nativo ou índio a que deu o nome de Sexta-feira. Robinson fez do índio o seu criado pessoal.
Tudo corria bem na ilha, mas os três: Robinson, Sexta-feira e Tenn, não eram felizes.
Desde que o Sexta-feira apareceu, Robinson nada fazia para sair da sua gruta.
Apesar disso a vida corria dentro da normalidade. Mas as coisas não continuaram assim por tempo indeterminado.

Certo dia, estava Sexta-feira a fumar cachimbo e, sem querer, atirou-o para o lugar onde estava armazenada a pólvora. Foi um desastre enorme o que então aconteceu. Explodiu tudo: a fortaleza, o cedro e até o pobre Tenn.
Depois deste acidente Robinson voltou à sua vida normal, deixou de ser tão resmungão e deixou de fazer de Sexta-feira o seu escravo.
Um dia a ilha foi invadida por papagaios e Robinson aprendeu uma grande lição: “quanto mais falamos menos nos respeitamos”.
Passaram novamente alguns meses e desta vez é Sexta-feira que descobre uma cabrinha a que deu o nome de Anda.
Após alguns dias, novos acontecimentos. Ao longe aparece um barco que vinha buscar Sexta-feira e Robinson, mas o homem que naufragara e que queria ir até à costa do Chile, decide não partir naquele navio.
Robinson não quis ir, todavia sexta-feira partiu e consigo levou a cabrinha.
Mas não se pense que Robinson ficou sozinho na sua ilha. No navio havia um menino que era maltratado e que, por essa razão, pediu que o deixassem com Robinson em Speranza.
E assim foi. Robinson chamou-lhe Domingo e viveram os dois na bela ilha Speranza.