terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tio Nicolau

Era uma vez…
tio Nicolau... era assim chamado. Há muitos e muitos anos, Tio Nicolau foi um homem muito respeitado graças à sua valentia. Pai de filhos e homem de casa. Por isso todas as madrugadas, levantava-se com a preocupação de ir pescar, pois queria regressar antes do pôr-do-sol, como sempre.
Certo dia, tio Nicolau levantou-se, tal como era habitual, e andou por aqueles caminhos de pedra repletos de escuridão e seguiu em direcção ao mar.
Assim que chegou, preparou a sua jangada e fez-se ao mar. Infelizmente…tio Nicolau não teria dormido bem nessa noite e, como tal, o sono acompanhou-o na sua viagem.
-Sol? - disse ele, abrindo os olhos.
E qual não foi o seu espanto, quando se deparou sozinho no meio do mar, sem ter onde se orientar.
O desespero ameaçou a sua mente e começou a remar, a remar, a remar…
A dada altura, avistou terra e a alegria dominou o seu coração, mas rapidamente se desapontou. Via terra, mas não era a sua aldeia, pois não sentia o cheiro da bondade a rondar por ali nem via os seus filhos à beira-mar, gritando o seu nome. Rapidamente, «estacionou» a jangada, saltou para a água prendeu a jangada a uma figueira que ali estava e foi a procura de comida e ajuda.
As horas passaram, os dias passaram, as semanas passaram, os anos passaram e tio Nicolau não regressou.
Decidiu caminhar por um caminho que nunca se atrevera a passar.
- Obrigado, meu Deus! Obrigada!
Tio Nicolau suspirou. Não era todo os dias que se de,srascobria uma gruta com as paredes revestidas a ouro e com um navio-pirata com tesouros.
Aquele brilho todo recordou-lhe o sorriso da mulher, o olhar dos filhos, a sua identidade!!!
- vou para casa! – Murmurou ele.
E assim foi!
Assim que avistou terra não restaram dúvidas. E mesmo ali!!!
Os filhos, já homens, correram para o mar em direcção ao pai, para saudar o seu grande herói!!! O papai-Nicolau…
Os abraços foram mais que muitos e a emoção foi constante.
Melhor se sentiram quando foram sabedores que estariam ricos e que, com toda aquela riqueza, iriam ajudar os mais necessitados e iriam ter uma vida digna.
E, assim, foram felizes para sempre.
ADÉLIA JÚLIO CEF.Fotografia

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